Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural

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Entrevista - Edson Barcellos, presidente do IDAM

Como órgão responsável pelos serviços de ATER pública no Amazonas, o IDAM executou em 2008 vários programas de desenvolvimento, tanto no âmbito do governo do estado como no plano federal, tendo como principais norteadores de suas ações, as diretrizes do Programa de Desenvolvimento e Dinamização das Cadeias Produtivas da Agropecuária, Pesca e Desenvolvimento Rural Integrado – Zona franca Verde.

Os serviços de ATER, realizados pelo IDAM, abrangem todos os municípios do Estado, executados por técnicos/servidores estaduais e municipais, através de 66 Unidades Locais. Nesta entrevista com o presidente do Instituto, engenheiro agrônomo Edson Barcelos, você vai saber mais um pouco sobre o trabalho de extensão rural e florestal realizado no Amazonas.




Qual é a atual situação da extensão rural no Estado?

Mesmo dada a extensão do Estado, as grandes distâncias e a dispersão dos agricultores/extrativista/pescadores, o que torna onerosa e demorada qualquer ação de ATER/ATEF/ATEP, requerendo um efetivo de técnicos, de infraestrutura e recursos ainda não disponíveis no IDAM, podemos afirmar que a EXTENSÃO evoluiu consideravelmente desde 2003 até o presente, graças a um maior apoio do Governo do Estado, principalmente por ter criado outras estruturas voltadas ao atendimento do Setor Primeiro, permitindo mais foco às ações do IDAM e em especial ao apoio recebido do Governo Federal, via convênios principalmente com o MDA (MDA, ASBRAER, INCRA) além de outros Ministérios (MAPA, MIN, MMA).

Hoje a Extensão está ativamente envolvida na execução de várias políticas públicas dos Governos Estaduais e Federal, além de sua função tradicional focada na produção rural. A universalização do serviço no Estado é a meta desejada e a melhoria da eficiência e da eficácia da Extensão é o nosso grande desafio.

Quais os principais projetos/programas existentes?

Além dos Programas de ATER e de ATERF, apoiados com convênios como os do MDA, via ASBRAER, por exemplo, temos também em execução projetos ligados ao MMA ao MIN/SUFRAMA, todos objetivando a ampliação e melhorias dos serviços de assistência técnica e extensão rural e florestal para os interioranos amazonenses, com foco explícito na segurança alimentar, geração de renda e melhoria da qualidade de vida do homem do interior.

Quais os principais entraves para o avanço da extensão rural no Amazonas?

Ampliar o quadro técnico e fortalecer a infraestrutura, com certeza possibilitarão o fortalecimento institucional e assegurarão o avanço qualitativo e quantitativo da extensão no Estado.

Quais os principais desafios?

Investimentos na ampliação e capacitação do quadro técnico, organização e capacitação dos nossos clientes (produtores, extrativista, pescadores, criadores, etc), com certeza constituem os principais desafios da Instituição.

Qual a avaliação que o senhor faz das atividades desenvolvidas em 2008?

Foi um excelente ano para o IDAM, principalmente pelos convênios com o MDA, além dos demais convênios, é claro, o que possibilitou um trabalho tranquilo em meio a um ano eleitoral.

Hoje o IDAM luta para ter aprovado o Plano de Cargos, Carreira e Salários, o que muda? Quais as perspectivas?

Na verdade o Plano de Cargos, Carreira e Salários é o grande sonho de todos os funcionários de IDAM. A luta é para aprovar o PCCS ainda no primeiro semestre deste ano. A grande mudança é a valorização dos trabalhadores do IDAM, na verdade o principal patrimônio da instituição. É o reconhecimento e a remuneração justa em serviço e na aposentadoria, para aqueles que dedicam suas vidas, sua força de trabalho para a promoção do desenvolvimento do interior e para a redução das desigualdades em nossa região, em nosso País.

A crise financeira internacional está afetando o setor primário? De que forma? O que está sendo feito para reverter a situação no Estado?

Sim e não. Qualquer sinal de crise leva a redução do consumo, às demissões e por consequente uma menor demanda por todos os produtos, inclusive porém menor, dos gêneros alimentícios. Como o Amazonas não é exportador de commodities (soja, milho, carne, etc), setores altamente afetados até o momento, o impacto é pequeno, apesar de alguns de nossos produtos do extrativismo estar sentindo ligeira redução de mercado, redução de preço, como a castanha-do-Brasil, a andiroba, a borracha, sem maiores consequências para nossa economia, mesmo porque recebem uma especial atenção e apoio do Governo Estadual, o que neutraliza, em parte, estas perdas. Por outro lado, a redução nos preços dos insumos (adubos, milho, soja, rações) favorece nossos produtores e, em resumo, beneficia nossos consumidores.

Núbia Pereira
Assessora de Imprensa IDAM-AM
92 3613 1101

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