Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural

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Entrevista - Sebastião Pelizari Júnior

À frente do Ruraltins, desde 2007, Sebastião Pelizari Júnior conta nessa entrevista como é feito o atendimento a 45 mil agricultores familiares no estado. Fala dos programas realizados pelo instituto e também dos desafios da agricultura familiar no Tocantins.

Eleito recentemente como diretor da Asbraer região norte, Sebastião também comenta o desafio de representar os 7 estados da região (Pará, Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima e Tocantins).









Presidente do Ruraltins.

Sabemos que a economia do Tocantins gira em torno da produção de grãos, fruticultura e criação de grandes e pequenos animais. Como o senhor avalia os trabalhos de assistência técnica e extensão rural oficial?

Eu sou suspeito para falar a respeito, visto ser o dirigente da instituição, mas pela reação positiva dos agricultores do estado, pelo crescimento do setor produtivo acima da média nacional, pelo fato de, neste momento de crise sermos o único estado da federação que conseguiu ampliar a aplicação dos recursos do PRONAF, acredito estar indo muito bem.

Como o senhor avalia a produção da agricultura familiar na economia do Tocantins?

Está em fase de crescimento visível, mas ainda tem um longo caminho a percorrer. Precisamos de mais máquinas, de uma maior qualificação para o homem do campo, bem como melhorar muito a cultura associativista. Temos também muito o que comemorar, como por exemplo já citado antes o crescimento acima da média nacional, além do fato de que 80% dos produtos consumidos no Tocantins provirem da agricultura familiar do próprio estado.

A agricultura familiar deu um grande salto nos últimos anos. A que o senhor atribui esta mudança?

À conscientização e ao dinamismo dos agricultores, ao trabalho incansável do governo do Tocantins e ao papel fundamental dos técnicos e funcionários da extensão rural do estado, aos quais rendo minha homenagem e ofereço mais esta conquista que com certeza é de todos nós, mas lembrando sempre que muito já fizemos, mas podemos fazer muito mais ainda.

Sabemos que os governos Federal e Estadual disponibilizam diversas políticas públicas para o setor rural. No Tocantins, como elas estão sendo aplicadas na prática?

Pelo setor agropecuário como um todo, tendo a Secretaria da Agricultura como articulador das políticas, a ADAPEC cuidando das políticas voltadas para a sanidade animal, o ITERTINS cuidando da parte agrária e documental e o RURALTINS, cuidando da execução a nível de campo, da produção, das áreas ambiental e social para o homem do campo, e todos com excelente parceria com o governo federal (convênios e aporte de recursos)

Quais são os principais programas e projetos que são disponibilizados para o agricultor familiar tocantinense?

No Ruraltins nós temos programas na área produtiva, como cursos, capacitações, unidades de demonstração e práticas, propriedades demonstrativas, dias de campo entre outras metodologias. Na área social temos capacitações para as mulheres e jovens moradores da zona rural, ajudamos nos processos sociais como campanhas de vacinação, documentações, entre outros. Trabalhamos também na área ambiental, elaborando projetos de licenciamento para assentados e agricultores que não possuem condições para tal finalidade, além de projetos de recuperação de áreas degradadas. Temos ainda programas de incentivos, como o compra direta local, em parceria com o governo federal, programa este que conta com o apoio integral do Governador Marcelo Miranda e da primeira dama do Estado dona Dulce Miranda, que adquire os produtos excedentes de agricultores familiares e faz doação a associações que trabalham com pessoas em situação de risco nutricional e alimentar. Temos também um program de combate a seca na região sudeste do estado, onde já construímos mais de 300 barragens de terra e distribuímos 50 cisternas para captação de águas de chuvas.

Como o senhor recebe a missão de ser também diretor da Asbraer- região norte?

De forma honrada, mas consciente da nossa responsabilidade de manter a região norte unida nas questões da extensão rural, além da busca por condições cada vez melhores para os atores do processo.

A que o senhor atribui esta nova conquista?

A união dos estados da região norte, além da nossa participação na luta da ASBRAER em prol da extensão rural brasileira.

Quais são as principais atribuições de um diretor da Asbraer?

Manter unida a região que representa; identificar as dificuldades regionais e lutar por condições atenuantes para estes obstáculos; participar das ações da ASBRAER, tanto no território nacional como fora do País, quando for o caso; participar das reuniões da ASBRAER e manter os órgãos de extensão rural informados sobre as atuações e conquistas do setor, além de atuar sempre ao lado da presidência da ASBRAER em todas as atividades voltadas para o setor.

Como o senhor considera a atuação da Asbraer?

Excelente, tendo em visto a criação da frente parlamentar da extensão rural, o aporte de recursos para a extensão, por parte do governo federal, além do fato do fortalecimento das instituições de ater em todo o país e da melhoria da qualidade dos serviços oferecidos.

Iranilde Gonçalves
Assessoria de Comunicação do Ruraltins

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