Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural

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Hermano Araújo

Em sua primeira entrevista como presidente da Emater-Paraíba, o médico veterinário Hermano Araújo revelou que a empresa de assistência técnica e extensão rural continuará priorizando o trabalho com a agricultura familiar, preocupação maior dos órgãos governamentais, nos níveis federal, estadual e municipal. Ele disse que pretende dar continuidade ao trabalho de reestruturação da empresa, iniciado na gestão anterior, com objetivo de adequar melhor a empresa à política defendida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.









Presidente da Emater-PB

Dr. Hermano, o sr. que já presidiu a Emater entre os anos de 87 a 89, qual a importância de sua volta ao comando de uma das principais empresas executoras dos programas agropecuários dos governos do estadual e federal?

É com muita alegria que recebi das mãos do Governador José Targino Maranhão o honroso convite para administrar o serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba, empresa da qual integro seu quadro funcional há 33 anos. Sou de origem rural, filho e neto de agricultor, e o meu primeiro contato com a extensão rural foi por intermédio dos chamados Clubs 4-S, quando me tornei jovem rural, o que me serviu de suporte para ingressar no curso de medicina veterinária. Voltar a presidir a Emater é uma realização pessoal muito grande.

Qual a sua principal meta à frente dos destinos da Emater-Paraíba?

A minha principal meta da Emater, no momento, é atender as políticas públicas dos governos federal e estadual, focando a agricultura de base, que se constitui na preocupação maior do Pnater. As ações dos extensionistas estão voltadas para o desenvolvimento dos Programas dos Territórios da Cidadania existentes em seis áreas do Estado, além das atividades das redes temáticas para o crédito rural, Agroindústria, comercialização. Iremos priorizar também o cadastramento dos agricultores na área de pecuária, com o objetivo de tornar a Paraíba livre da febre aftosa.

Quais os projetos que estão ajudando na manutenção da empresa?

Atualmente, o maior parceiro da Emater-PB é o MDA, por meio de convênio que possibilitou, além da reestruturação da empresa, hoje presente nos 223 municípios, a realização de concurso público, renovação da frota de veículos, aquisição de equipamentos de informática e comunicação. Parceiros como a ASBRAER, Petrobrás, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Agricultura, bancos oficiais, dentre outros, têm contribuído para a existência da empresa.

Qual a contrapartida do governo do Estado na execução dos programas do Governo Federal?

Oitenta e cinco por cento dos recursos alocados na Emater têm margem com a participação do Governo do Estado, que mantêm a folha de pagamento e os encargos correspondentes.

É grande a expectativa em torno do Programa Nacional do Biodiesel, da Petrobrás, que será executado pela Emater. Inicialmente o programa vai beneficiar mil produtores em dois mil hectares. Há possibilidades de se ampliar do número de agricultores e área cultivada?

Sim, principalmente depois da criação de dois pólos de biodiesel na Paraíba, que irão abastecer, com matéria prima, a usina de biodiesel que o Governo Federal pretende instalar no Estado, segundo informações repassadas pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva ao Governador José Maranhão, durante audiência em Brasília.

A estrutura da Emater vai sofrer modificação ou o sr. vai dar continuidade ao trabalho da gestão anterior?

Vamos continuar cumprindo os convênios firmados com o Governo Federal, que foram assinados pelo meu antecessor, dando assim continuidade a política agrícola nacional.

Assessoria de Comunicação Emater-PB

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