Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural

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Entrevista - Deputado Federal Márcio Reinaldo

O deputado federal Márcio Reinaldo é presidente da Frente Parlamentar Mista pela Extensão Rural e nesta entrevista concedida ao Portal Asbraer fala sobre os avanços e desafios da Extensão Rural após a criação da Frente.

A Frente Parlamentar Mista pela Extensão foi lançada no dia 3 de Outubro de 2008 na Câmara Federal, e conta com a adesão de cerca de 270 deputados e 25 senadores, que reconheceram o papel estratégico da Extensão Rural.

Confira trechos da entrevista realizada pelo Portal Asbraer com o presidente da Frente, deputado Márcio Reinaldo (PP/MG)






Qual o papel da Frente Parlamentar Mista pela Extensão Rural?

O papel da Frente Parlamentar pela Extensão Rural é realizar a mobilização política, para defesa e acompanhamento dos processos legislativos e de atividades do Congresso Nacional relacionados à Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) Brasileira. A Frente tem o papel de articular, de ser diplomática para tentar através de negociações alcançar recursos para a Extensão Rural.

A Frente pode pressionar para que as coisas aconteçam, não adianta colocar apenas uma emenda se ela não é acompanhada de ações concretas para que o projeto possa ser viabilizado. A Frente Parlamentar foi criada com esse objetivo, ela tem o papel de mobilizar e, assim passa ser uma figura representativa e reconhecida dentro do congresso e dentro dos ministérios, na busca de soluções que atendam à política nacional de extensão rural.

Qual a importância da criação de uma Frente Parlamentar pela Extensão Rural?

Eu acho que a criação da Frente Parlamentar pela Extensão Rural é uma grande vitória, pois assim separamos o eixo. Existe uma frente parlamentar para a agricultura e quando se cria uma frente para extensão rural, que teoricamente está abrangida pela frente da agricultura, você já deu um direcionamento mais específico. A frente pela agricultura tem vários segmentos, dos usineiros, dos grandes produtores, dos sem terra, ou seja, nesta frente há grandes grupos o que não deixa sobrar muito tempo para se dedicar à extensão rural. A frente da agricultura tem muitos assuntos para tratar. A da extensão rural não, você tem uma frente específica.

Hoje, temos aproximadamente 600 parlamentares e quase a metade disso pertence a Frente Parlamentar pela Extensão Rural. Fica mais fácil fazer uma mobilização para aprovar um projeto e resolver problemas com mais agilidade.

Como a Frente Parlamentar pela Extensão Rural tem atuado junto aos Ministérios?

De uma forma harmônica e positiva. O Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério da Reforma Agrária são os que mais valorizam a Frente Parlamentar. Eles tem nos apoiado, pois, só se tirar dinheiro do governo federal através de vontade política do próprio governo, do ministro de estado específico ou de emendas parlamentares que a bancada coloque ou que individualmente cada deputado faça. O Ministério da Reforma Agrária é um dos que tem colocado dinheiro na extensão rural no país. Este Ministério tem dado muita acolhida e tido muita vontade de somar esforços com a Frente.

Creio que se não fosse a Frente Parlamentar nós não teríamos uma emenda orçamentária mais definitiva para a extensão rural.

Qual o papel da Asbraer junto à Frente?

A Asbraer é uma associação que é o braço executivo em cada estado. Este papel da Asbraer é muito importante, pois é ela que está lutando na ponta, nos estados, e vendo as dificuldades. A Asbraer está de mãos dadas com a frente parlamentar para fortalecer a luta. Já tivemos a oportunidade de lutarmos juntos em dois casos: em Goiás e no Rio Grande do Sul, onde empresas integrantes da extensão rural estavam ameaçadas. A frente e a Asbraer estiveram lá para fazer com que as coisas voltassem ao eixo.

O que a frente tem trabalhado hoje com o governo?

Estamos vendo se o governo acorda e dê uma prioridade real para liberar os recursos da Extensão Rural, pelo menos o prometido e aprovado no orçamento. O governo ainda insiste em tratar a matéria como se fosse uma emenda que na primeira dificuldade ele vai cortar. Atualmente nós não temos outro caminho senão continuar as negociações com o governo.

Mas para isso algumas coisas têm que acontecer. As emendas para os orçamentos de 2009 estão aí, temos que fazer com que os membros dessa frente vistam a camisa e participem, coloquem emendas individuais dentro do orçamento da união. Poderíamos tem muito mais recursos se a motivação fosse mais forte. Se um deputado coloca um recurso na agricultura em favor na extensão rural ele está valorizando e o somatório disso pode ser maior do que qualquer emenda de bancada.

Uma série de atitudes pode ser tomada para melhorar este contexto, mas precisa haver uma mobilização adequada. Acho que a Asbraer mais do que nunca tem que participar junto com a frente, antes e durante o período das emendas parlamentares e individuais para que a Extensão Rural tenha um saldo positivo.

Assessoria de Comunicação Asbraer
portalasbraer@asbraer.org.br
(31) 3349 8093

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