Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural

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  • 19
  • ABR
  • 2017

Emater/RS-Ascar celebra Dia Nacional da Conservação do Solo com práticas conservacionistas de produção

Foto no município de Mormaço, Emater/RS-Ascar
O Dia Nacional da Conservação do Solo é comemorado em 15 de abril. A data foi criada para homenagear Hugh Hammond Bennett (1881–1960), considerado o “pai” da conservação do solo, que nasceu em 15 de abril e, como conservacionista, desempenhou importante papel nesta área nas décadas de 40 e 50.
De lá para cá, vários programas e projetos são desenvolvidos para recuperar a capacidade de infiltração de água nos solos agrícolas, ampliar a fertilidade e proteger o solo contra a erosão, em especial quando ocorrem chuvas muitas vezes torrenciais e períodos de estiagem.
No Rio Grande do Sul, o Governo do Estado instituiu a Política Estadual de Conservação do Solo e da Água, em dezembro de 2015. Com o lema Conservar para produzir melhor, o programa reúne secretarias de Estado, instituições de ensino, pesquisa e Extensão Rural, através da Emater/RS-Ascar, além de cooperativas, agentes financeiros e prefeituras. “Os beneficiários fazem parte da cadeia agropecuária, são produtores rurais e suas associações e cooperativas agrícolas”, destaca o assistente técnico estadual de Manejo de Recursos Naturais, Edemar Streck, ao analisar os objetivos e a evolução do programa.
Através de ações integradas para a proteção e a conservação da qualidade do solo e da água, o programa objetiva ainda reduzir o uso dos inseticidas e herbicidas na agricultura, implantando inclusive um programa de pagamento ao produtor de água, como reconhecimento ao agricultor que adotar práticas conservacionistas dos recursos naturais. A Premiação “Produtor Amigo do Solo e da Água” será entregue no Dia Mundial do Solo, comemorado em 5 de dezembro, coincidindo com a realização da Conferência Estadual de Conservação do Solo e da Água.
Para que todas essas metas sejam atingidas, é preciso garantir a constante capacitação de técnicos e agricultores, validando e transferindo tecnologias em uso, manejo e conservação do solo e da água e em culturas, e implantar práticas conservacionistas em Unidades de Demonstração ou de Referência Tecnológica (URTs), para que sirvam de modelo para as capacitações.
De acordo com Streck, até hoje a Emater/RS-Ascar capacitou 78 técnicos em agricultura conservacionista. “Cada um tem a obrigação da instalar uma URT no município para a transferência de tecnologias aos agricultores”, realça, ao antecipar, para até o final do ano, a realização de cursos teóricos em agricultura conservacionista.
REFERÊNCIAS PRÁTICAS E POSITIVAS
Em todas as regiões do Estado há URTs de conservação do solo e da água, favorecendo a disseminação de práticas conservacionistas, seja através de visitas técnicas ou dias de campo. Apoiados por técnicos e extensionistas da Emater/RS-Ascar, muitos produtores expressam satisfação com os resultados alcançados a partir da mudança em técnicas de manejo e uso do solo.
“O uso e o manejo inadequado do solo, além de prejudicar a capacidade produtiva, afetam o armazenamento de água no solo, a regularização de vazão dos mananciais hídricos, o abastecimento de água e a geração de energia hidrelétrica”, avalia Streck. Segundo ele, mesmo em períodos de baixa precipitação, muita água é perdida por escorrimento superficial, devido à baixa capacidade de infiltração e retenção de água no solo. “Se os cultivos fossem realizados de forma transversal ao declive, com terraços, por exemplo, a água da chuva ficaria retida por mais tempo sobre a superfície, infiltrando mais água no solo e suprindo a escassez de água em curtas estiagens”, observa.
Em Soledade, a propriedade de Hilário Bellini Ottoni, que fica na divisa com o município de Espumoso, possui uma URT de solos. Tudo começou em março do ano passado, após a colheita da soja. Dos 450 hectares cultivados com a oleaginosa, 50 hectares compõem a URT. Após análise e correção do solo com calcário e descompactação, a área recebeu terraços de base larga e hoje “a soja está diferente, mais viçosa, e isso nos faz planejar a ampliação da área”, comemora um dos filhos do produtor, Vinícius, que também optou pelo Manejo Integrado de Pragas (MIP) e se prepara para iniciar a rotação de culturas com forrageiras e milho, o que vai melhorar ainda mais a qualidade do solo.
“No inverno que passou, plantamos trigo nesta área e os resultados foram positivos, já que, por ser primeira safra, foram colhidos até 92 sacos de trigo por hectare”, destaca o agrônomo da Emater/RS-Ascar de Soledade, Roger Terra de Moraes, ao avaliar que o processo de construção de fertilidade é lento, mas garantido.
Na soja, a primeira safra utilizando técnicas conservacionistas também foi positiva. “No ano passado, a produtividade média foi de 60 sacos de soja por hectare e, se o clima continuar como está, projetamos para esta safra a média de 70 sacos por hectare”, antecipa Moraes.
“Toda a região de Soledade tem problema de erosão, mas na URT o resultado, com as técnicas conservacionistas orientadas pela Emater, foi tão bom, que a erosão foi eliminada”, destaca Vinícius, ao lembrar a ocorrência, no início de janeiro deste ano, de 100 mm de chuvas em pouco mais de 30 minutos, o provocou grande erosão em lavouras de soja sem trabalho de conservação ou recuperação do solo, enquanto que na URT não teve erosão, “o que é muito positivo e nos deixa ainda mais contentes”, desabafa o agrônomo.
Ainda na região de Soledade, no município de Mormaço, o produtor Rogério Koenig, engenheiro agrônomo, recebe Assistência Técnica da Emater/RS-Ascar, em especial na implantação e manutenção de uma URT de 60 hectares, onde são cultivados 53 hectares de milho e sete, de soja, irrigados com pivô central. Após o milho, o produtor produz feijão.
“Iniciamos a recuperação da área em maio de 2016, demarcando e construindo os terraços, utilizando, como cobertura, nabo e aveia em consórcio, semeando milho em setembro”, destaca o técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar, Dalvo Roberto Arcari.
Apesar desta ser a primeira safra após a correção do solo, Arcari comemora os avanços e melhorias da qualidade e fertilidade do solo, salientando que o produtor está muito satisfeito com os resultados.
Entre as metas do Programa Estadual, Streck cita a redução da taxa média de erosão dos solos do RS de 8 para 5 t/ha/ano em 20 anos. Também para até 2020, as perdas de produção agropecuária devido à escassez hídrica no Estado deverão ser reduzidas em 20%, através da armazenagem de água no solo e da construção de pequenas barragens/açudes para irrigação.
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
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