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Oficina reúne representantes de sete órgãos federais e do DF para conhecer produção da agricultura familiar

Brasília (17/05/2017) – A oficina Diálogo da Agricultura Familiar reuniu, na manhã desta quarta-feira, 17, representantes de sete órgãos do Governo Federal e do Distrito Federal e sete presidentes de cooperativas e associações de agricultores familiares, que respondem por 1.357 agricultores familiares. O evento teve por objetivo aproximar potenciais compradores de alimentos da agricultura familiar - atendendo ao Decreto nº 7.775/2012 -, dos produtores desses alimentos. O recurso disponibilizado pela União para este fim é da ordem de R$ 1.200 bilhões/ano.
A oficina, coordenada pela Emarer-DF, Seagri e Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, MDSA, foi realizada no Auditório do Espaço da Emater, dentro da Agrobrasília. Estiveram presentes representantes dos ministérios da Defesa, da Marinha, da Educação, da Secretaria Especial da Agricultura Familiar (Sead), da Conab, Institutos Federais, Secretaria da Educação do Distrito Federal, além dos representantes das cooperativas e associações de agricultores familiares do DF e Entorno.
Abriram o evento o presidente da Emater-DF, Argileu Martins e o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, José Guilherme Leal. Para Argileu, esse encontro tem significado especial e de extema importância. “Essa oficina tem o potencial não apenas de realizar ótimos negócios, mas de aperfeiçoar os mecanismos de compras institucionais dos governos Federal, Distrital, estaduais e municipais. Para isso, espero que vocês, agricultores familiares e representantes dos órgãos aqui presentes dialoguem e busquem – os que já têm experiência com todo o processo de aquisição de alimentos -, soluções para os possíveis entraves encontrados. A ideia é aprimorar um decreto que veio para alavancar o desenvolvimento do setor”, ponderou o presidente.

Muito além do objetivo de promover o encontro de órgãos da União e do Distrito Federal, a oficina permitiu que tanto os Institutos Federais como a Marinha já adiantaram que vão lançar seus editais de compra. “Queríamos que eles conhecessem o potencial da produção desses agricultores, mas acabamos nos surpreendendo com a agilidade de alguns desses órgãos, cujos representantes entenderam o bom negócio que é pela qualidade dos alimentos que puderam ver e a segurança oferecida para a entrega das demandas”, afirmou Etel Santos, coordenadora geral de aquisição e distribuição de alimentos do MDSA. Acrescentando: “Só as Forças Armadas e o Ministério da Defesa já compram mais de R$ 16 milhões de alimentos da agricultura familiar. A tendência é fortalecer esse mercado”.
Socorro Miranda, representante da Associação de Produtores Rurais Novo Horizonte/Betinho – Aspront Betinho, ficou otimista com os resultados do encontro. “Acredito que a partir de agora vamos ampliar nossas vendas. Inclusive, o representante da Marinha já me pediu e entreguei a ele a nossa lista de produtos.O nosso horizonte está, com toda certeza, sendo ampliado”.
“Para nós, esse encontro foi muito produtivo. A participação maciça dos órgãos compradores convidados, a disposição dos nossos agricultores e a qualidade de seus alimentos já são prova de que o nosso objetivo foi alcançado com sucesso. E mais do que isso, superou as nossas expectativas. Se temos hoje cerca de R$ 1 bilhão de recursos para executar essas compras, vamos avançar para que, em 2019 estejamos alcançando R$ 2 bilhões”, comemorou Blainton Carvalho da Silva, gerente do Escritório de Comercialização, um dos palestrantes.
A Coperluz/Indaiá, representada por Luciano Andrade, chegou com a força de rerepsentação de 380 agricultores familiares. “A gente vê que as políticas públicas estão em ascensão e são boas as oportunidades de acessá-las. Então, temos um campo grande de comercialização pela frente. A Emater-DF é primordial, não apenas nesse processo, mas na sua função de assistência técnica para a agricultura familiar. Sem ela, os programas das chamadas públicas para nós, aqui no DF e Entorno, não funcionariam” observou.
Por: Christina Abelha/Emater-DF 
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