Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural

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  • 19
  • ABR
  • 2017

Sistema de filtragem de água da Epagri vira modelo mundial em plataforma da FAO

Na primeira metade dos anos 2000, boa parte dos moradores de Imaruí, no Sul do Estado, consumia água de má qualidade. A quantidade disponível também era preocupação. Eram 1,9 mil famílias, de 23 comunidades, que usavam água sem nenhum tipo de tratamento, captada de córregos que estavam sujeitos a contaminação por dejetos e outros tipos de matéria orgânica.
Foi preocupada com isso a Epagri desenvolveu o sistema de filtragem lenta que levou o nome da cidade e gerou efeitos positivos na saúde, economia e meio ambiente da região. Agora a tecnologia foi incluída na Plataforma de Boas Práticas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), um espaço de disseminação e compartilhamento de boas iniciativas replicáveis desenvolvidas na Região Sul do Brasil. Essa é a sexta tecnologia da Epagri incluída na plataforma.
O modelo, concebido pela Epagri, é totalmente original, sem iniciativas similares identificadas na região. A filtragem é realizada em três etapas, sendo um pré-filtro e dois filtros. O sistema é feito de tubos de concreto, totalmente impermeabilizados. Os filtros são compostos de seixo, brita e areia. Existe ainda um dispositivo de limpeza na parte inferior, uma vez que a filtragem é realizada em fluxo ascendente.
A prática iniciou em 2005 e hoje é adotada em vários municípios catarinenses, especialmente os que compõem a Associação dos Municípios Região de Laguna (Amurel). Sua replicação é amplamente viável, pois, por ser um sistema de concepção e operação simples, exige pouco investimento para implantação e manutenção.
A instalação dos filtros lentos foi precedida pela formação de “grupos de água”, com regulamentos próprios, constituídos durante as reuniões de planejamento. Os beneficiários foram treinados para captação dos recursos necessários para a construção dos equipamentos e também para implantação das redes de distribuição da água filtrada. Os sistemas necessitam de manutenção periódica, que é determinada pela análise da potabilidade da água captada. Recomenda-se que a cada 15 dias, e após períodos chuvosos, seja feita uma limpeza geral do pré-filtro e filtros.
Na região de Tubarão, onde o sistema foi divulgado e instalado inicialmente, a melhoria na qualidade e quantidade de água observada através de laudos técnicos possibilitou a diminuição no número de pessoas nos postos de saúde. O aumento dos cuidados com o meio ambiente, a organização comunitária e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida no meio rural, foram outros efeitos diretos verificados após a aplicação da tecnologia.
A construção dos filtros lentos modelo Imaruí permite a conservação ambiental dos locais de captação da água. Possibilita ainda maior integração comunitária por meio da formação dos grupos de água, além de melhoria da qualidade de vida das famílias. Outro efeito é a valorização imobiliária, por meio da garantia de abastecimento de água para consumo e utilização doméstica. O sistema público de saúde também é impactado com a redução de casos de intoxicação alimentar por consumo da água. Tudo isso graças a uma solução simples, porém criativa, que agora se torna exemplo para o mundo.
Para conhecer a tecnologia Filtro Lento Modelo Imaruí na Plataforma da FAO clique aqui.
Para conhecer a Plataforma de Boas Práticas da FAO é só clicar.
Mais informações e entrevistas com as extensionistas da Epagri:
Noeli Catarina Pazetto – (48) 999767896 / (48) 3646-2013 – ramal 261
Suselei Brunato Weber – (48) 999663833 / (48) 3631-9452
Informações para a imprensa:
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992 / 3665-5147
Cinthia Freitas, jornalista: (48) 3665-5344
Isabela Schwengber, jornalista: (48) 3665-5407 
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