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OEPAs e ATER Pública são instrumentos essenciais na Conservação do Solo
No mês da Conservação do Solo, a Asbraer destaca a importância das suas associadas na missão de promover o uso sustentável do solo, garantindo um futuro mais equilibrado para a produção agrícola e o meio ambiente
02/04/2025 | Assessoria de Comunicação - Asbraer | Wenderson Lopes com supervisão de Juliana Silva
Dia da Conservação do Solo
A conservação do solo é essencial para a vida no planeta. Ela influencia diretamente a segurança alimentar, a proteção ambiental e o bem-estar social. No entanto, o desmatamento desenfreado e o manejo inadequado da terra têm causado impactos severos na fauna e flora brasileiras, resultando em enchentes, queimadas e agravamento do aquecimento global. Nesse cenário, as Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (OEPAs) e a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater Estatal) assumem um papel fundamental, desenvolvendo tecnologias e aplicando práticas de conservação do solo junto aos agricultores.
Atendendo ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 15 da ONU, o Brasil tem como meta, até 2030, recuperar 12 milhões de hectares de florestas e vegetações nativas degradadas. O desafio é enorme: de acordo com o IBGE, 41% dos municípios brasileiros já enfrentaram prejuízos na agricultura, pecuária ou pesca devido à degradação do solo e a problemas ambientais. Diante desse cenário, proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres se torna uma missão urgente para garantir um país ambientalmente equilibrado.
Por todo o Brasil, as OEPAs e as instituições de Ater Pública têm mostrado como transformar essa meta em realidade. Enquanto as OEPAs desenvolvem inovações sustentáveis para otimizar o trabalho dos produtores, a Ater Estatal leva essas técnicas para o campo, aplicando soluções na prática e orientando agricultores, apicultores e aquicultores. Além disso, promovem palestras, seminários e capacitações sobre manejo e recuperação do solo, ampliando o conhecimento e incentivando a adoção de práticas sustentáveis. Essa educação não formal fornecida pela Ater Estatal é a chamada extensão rural, serviço que apenas as instituições públicas fornecem e de forma continuada e multidisciplinar.
"A conservação do solo é um pilar fundamental para a agricultura sustentável e para o combate à fome do nosso país. Aqui na Emater-RO e na Asbraer, acreditamos que solo bem cuidado é sinônimo de produção eficiente, água de qualidade e preservação ambiental.” — Luciano Brandão, Presidente da Emater-RO e da Asbraer
O Tocantins na busca de erradicar os impactos ambientais do solo
A Empresa Tocantinense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ruraltins) tem se destacado na busca por soluções inovadoras para minimizar os impactos ambientais no estado. Por meio de Unidades Demonstrativas (UD) e sistemas integrados, a instituição tem obtido avanços significativos na recuperação de pastagens degradadas e no plantio consorciado, utilizando arroz e capim forrageiro. Essas iniciativas não apenas aumentam a produtividade agrícola, mas também promovem a conservação do solo e o uso sustentável dos recursos naturais.
De acordo com o gerente de Agricultura do Ruraltins, Edmilson Rodrigues de Sousa, as Unidades Demonstrativas desempenham um papel estratégico, servindo como ponto de conexão entre agropecuaristas, consultores e empresas do setor. "visam também criar redes de relacionamento com agropecuaristas, consultores e empresas do ramo, ofertando novos conteúdos sobre manejo, aquisição e comparação com outros cultivares", destaca.
Goiás na linha de frente da conservação do solo!
A Emater-GO está mostrando que é possível produzir sem degradar o solo. Com ideias inovadoras, a instituição investe, com toda a sua energia, na conservação do solo, ajudando produtores a aumentarem sua produtividade sem prejudicar o meio ambiente.
BOI, SOLO E SUSTENTABILIDADE
O Projeto Bovinocultura Sustentável tem mostrado que pecuária e natureza podem andar juntas. Em fazendas de Taquaral de Goiás, o manejo do solo e das pastagens está sendo feito de forma inteligente, garantindo mais produção sem prejudicar o meio ambiente.
Um exemplo de sucesso é a Família Siqueira, que viu sua fazenda de 30 hectares dar um salto na produção. Desde o início do projeto, a produção de leite aumentou de 8,9 mil para 11 mil litros mensais – um crescimento de 23,6%. Já na silagem, o aumento foi de 19% em um ano. Tudo isso graças à adoção das práticas sustentáveis oferecidas pela Emater-GO, mostrando que é possível produzir com alta produtividade sem degradar o meio ambiente.
“É possível aumentar a produtividade por meio do conhecimento sobre solo, forrageiras e interação com os animais, reduzindo os custos”, destaca Fernando Coelho, zootecnista da Emater-GO.
Plantando o Futuro
Além de promover melhores resultados para os produtores rurais por meio de técnicas sustentáveis, que preservam o solo e não impactam negativamente o meio ambiente, a Emater-GO também leva inovações e pesquisas para as Unidades Demonstrativas. Essas unidades funcionam como verdadeiros centros de estudo, onde as técnicas são testadas, aprimoradas e adaptadas, sempre com o objetivo de garantir a recuperação e a preservação do solo. O foco é buscar continuamente os melhores resultados, para que cada agricultor possa produzir de forma eficiente, sustentável e respeitosa com o meio ambiente.
A Unidade Modelo de Conservação de Solo e Água é um verdadeiro laboratório a céu aberto, onde tecnologia e natureza se unem para recuperar áreas degradadas e incentivar práticas sustentáveis. Com o plantio de árvores nativas do Cerrado e técnicas modernas de manejo, a iniciativa mostra na prática que é possível produzir sem comprometer os recursos naturais.
Já o Programa Gestão de Solo e Água veio para transformar a forma como a terra é cultivada. A adoção de soluções inovadoras ajuda a reduzir a erosão, melhorar a infiltração da água e manter a fertilidade do solo, garantindo um agro mais produtivo e responsável.
O Nordeste e as suas riquezas
SERGIPE E A CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL
Os dias de campo são momentos valiosos para os agricultores, proporcionando aprendizado prático e troca de conhecimentos. Com essa dinâmica, os extensionistas ensinam técnicas essenciais, promovem seminários sobre cultivo sustentável e disseminam inovações que ajudam a preservar o solo e melhorar a produção agrícola.
A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), em parceria com universidades, têm promovido dias de campo voltados para capacitação em bioengenharia de solos e mecanização agrícola sustentável, com foco na recuperação do solo no Semiárido.
Essa iniciativa se torna ainda mais urgente diante dos números alarmantes do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD), que apontou um aumento de 43,3% no desmatamento da Caatinga em 2023, totalizando 201.687 hectares — uma área equivalente ao tamanho da cidade de Petrolina, em Pernambuco. Combater essa destruição é essencial para garantir um futuro mais sustentável para o bioma e para os agricultores que dele dependem.
“A gente só tem a ganhar com esse curso, porque além do conhecimento adquirido, já recebemos a terra arada e cultivada com plantio da palma, tudo por conta da Emdagro”, destaca José Roberto de Souza, agricultor atendido pela iniciativa.
OS QUINTAIS PRODUTIVOS DA PARAÍBA
Na Paraíba, mais de 20 mil famílias agricultoras são beneficiadas pelos quintais produtivos feitos com o incentivo da Empaer. Além de promover diversas ações para o setor.
O objetivo é levar uma solução sustentável e prática que traga uma alimentação saudável com alimentos frescos, utilizando de técnicas que não agridam o meio ambiente e nem prejudiquem o solo.
“Os quintais produtivos contribuem para a preservação ambiental, promovendo a biodiversidade e a utilização dos recursos naturais” explicou o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Empaer Paraíba.
Além dessas técnicas, a Empaer se dedica em promover seminários, pesquisas e livros com estratégias de produção de ferragens, tendo sempre como destaque a produção de alimentos saudáveis e o manejo sustentável do solo e dos animais.
MUITO MAIS QUE PESQUISA E EXTENSÃO AGROPECUÁRIA
O Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) está presente em todo o estado de Pernambuco, além de promover a assistência agropecuária especializada para os agricultores do estado, ainda promove o uso consciente do solo semiárido.
Devido ao grande desmatamento da Caatinga, ações em prol da diminuição dos impactos que devastam o bioma são cada vez mais necessários, por isso a instituição pernambucana se põe de frente para pesquisar a dissolução desse desmatamento. Pesquisadores da instituição se reuniram para lançar um livro sobre a importância do solo. Com nove capítulos, eles reuniram estudos que abordam impactos ambientais, fertilidade em solos tropicais, estoques e fluxos de carbono em solos semiáridos e muitos outros assuntos. Ao todo são 217 páginas.
INOVAÇÃO, SUSTENTABILIDADE E O MANEJO DO SOLO NO RIO GRANDE DO NORTE
A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) tem se destacado no desenvolvimento de tecnologias voltadas para o manejo sustentável do solo. A Instituição Investe em pesquisas que promovem a conservação da terra e garantem maior produtividade aos agricultores locais, sem comprometer os recursos naturais.
Entre as iniciativas recentes, a Emparn tem trabalhado na implementação de sistemas agroecológicos, desenvolvendo técnicas que melhoram a fertilidade do solo e aumentam a eficiência hídrica. Essas ações não apenas asseguram a viabilidade da produção agrícola no estado, como também contribuem para o combate à desertificação, um dos maiores desafios enfrentados pelo semiárido nordestino.
Segundo a instituição, a adoção de práticas conservacionistas como o plantio direto, a rotação de culturas e a adubação verde têm sido fundamentais para a recuperação de áreas degradadas e o fortalecimento da agricultura familiar na região.
O Sudeste do país cresce com os avanços da Pesquisa e da Assistência agropecuária
SOLO AGRÍCOLA E MEIO AMBIENTE
A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) tem se destacado na implementação de tecnologias sustentáveis para o manejo do solo e a produção agropecuária. A mais recente edição do Informe Agropecuário apresenta soluções inovadoras para promover a conservação do solo, a eficiência produtiva e a preservação ambiental.
Segundo a instituição, estima-se que 63% dos 152 milhões de hectares de pastagens do Brasil estejam com algum nível de degradação. A pesquisa é o alicerce da agricultura, por meio dela que todas as inovações são possíveis. Devido aos avanços dos impactos sociais, econômicos e ambientais, a pesquisa agropecuária se torna ainda mais importante. Ela vai ser capaz de buscar soluções baseadas em conhecimentos técnicos e científicos para difundir informações relevantes para o setor.
João Chrisóstomo Pedroso Neto e Fábio Aurélio Dias Martins, da EPAMIG Sul, e Junior Cesar Avanzi, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), foram os pesquisadores responsáveis pela Edição 328 do Informe Agropecuário da Epamig, nele os pesquisadores destacam técnicas avançadas para minimizar a degradação do solo e aumentar a produtividade rural sem comprometer os recursos naturais. Entre as soluções abordadas estão o uso de plantas de cobertura, sistemas integrados de produção e estratégias para reduzir a erosão e melhorar a retenção de umidade no solo.
A venda da edição está disponível no site da Epamig.
Entre outras soluções, algumas são destaques como:
A seringueira como uma alternativa sustentável
O cultivo da seringueira surge como uma alternativa promissora para preservar água e solo. Estudos apontam que essa cultura contribui significativamente para a redução da erosão e melhora a infiltração da água no solo, sendo uma opção viável para produtores que buscam sustentabilidade e rentabilidade a longo prazo.
Sistemas Integrados
A EPAMIG também reforça a importância dos sistemas integrados de produção agropecuária, que combinam diferentes atividades, como pecuária e lavoura, maximizando a utilização dos recursos naturais e promovendo um uso mais eficiente da terra. Essas técnicas favorecem o aumento da produtividade e a redução dos impactos ambientais.
Com essas iniciativas, a EPAMIG reafirma seu papel como referência em pesquisa agropecuária, proporcionando aos produtores rurais alternativas sustentáveis que garantem maior eficiência produtiva, conservação ambiental e segurança alimentar. O futuro do agro passa pela adoção de técnicas inovadoras e sustentáveis, e a EPAMIG segue como uma aliada nesse movimento.
Tecnologia e Infraestrutura no Sul do País
O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) tem desempenhado um papel crucial na modernização da agricultura paranaense, por meio de projetos inovadores que buscam melhorar a infraestrutura rural e otimizar o uso da água e do solo.
Uma das iniciativas de destaque é a adoção de protocolos para adequação, readequação e recuperação de estradas rurais, melhorando a trafegabilidade e reduzindo os impactos ambientais. Com essas ações, o IDR-Paraná contribui para a logística do setor agropecuário, garantindo o escoamento da produção com menor desgaste ao solo e aos mananciais. Vale ressaltar que a instituição é a única responsável por fazer a protocolização do Relatório Técnico de Vistoria (RTV) que, elaborado pelos extensionistas, é o ponto de partida para o trabalho de readequação das estradas que atendem às comunidades rurais do estado.
“A readequação das estradas rurais sempre está integrada às ações em cada microbacia” disse Amauri Ferreira Pinto, gerente estadual de extensão rural do IDR-Paraná
Além disso, a instituição tem investido em um sistema de irrigação inteligente que otimiza o uso da água na agricultura. A nova tecnologia permite um controle mais eficiente da umidade do solo, reduzindo desperdícios e tornando o manejo hídrico mais sustentável para os produtores rurais.
A Rede Asbraer, composta por 31 instituições públicas de assistência técnica e extensão rural e pesquisa agropecuária, reforça o compromisso com a melhoria da qualidade do solo como um pilar essencial para a sustentabilidade da agricultura brasileira. A conservação do solo é um investimento não apenas para o presente, mas também para as futuras gerações, garantindo segurança alimentar, qualidade da água e a preservação dos ecossistemas.
No mês da Conservação do Solo, a Rede Asbraer reforça que proteger o solo não é apenas o seu dever, mas também sua missão para um Brasil mais verde e produtivo.