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Cultivar de mandioca da EPAGRI-SC alcança alta produtividade em Caxambu do Sul


Propriedade de Caxambu do Sul realiza avaliações há cerca de cinco anos


10/06/2024 | Assessoria de Comunicação - Epagri/SC


Foto: Divulgação Epagri-SC

O cultivar de mandioca SCS258 Peticinho, desenvolvido pela Epagri, provou ser o mais produtivo na comparação com outros disponíveis no mercado, alcançado produtividade de 31,76 toneladas por hectare. Esse é um dos resultados da Rede de Referência e Integração de Trabalhos em Mandioca – Rede Maní SC, estabelecida pela Epagri em todo o Estado. 

 

A alta produtividade foi alcançada na propriedade de Claudino Ferrari, em Caxambu do Sul, que vem avaliando o desenvolvimento cultivares de mandioca há cerca de cinco anos e tem servido como um núcleo regional avançado de observação de tecnologias. A última avaliação estatística populacional, realizada em setembro na propriedade, apontou ainda um incremento possível de 54% na produtividade em função da escolha do cultivar. 

 

Além do Peticinho, foram avaliados os cultivares Crioula Branca, com produtividade de 29,4 toneladas por hectare, Guapo, que chegou a 28,26 toneladas por hectare e Ajubá, que alcançou produtividade de 18,94 toneladas por hectare. O cultivar Produtor 26 teve o resultado mais modesto da avaliação, com 17,31 toneladas por hectare. 

 

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Rede Maní

A Rede Maní SC integra ações de pesquisadores e extensionistas da Epagri, juntamente com agricultores, para fortalecer o desenvolvimento da cadeia produtiva da mandioca de indústria e de mesa. As atividades vão desde a escolha das ramas propagativas até a avaliação sensorial dos cultivares. Uma das propostas é promover a avaliação participativa de cultivares de aipim produzidos no Sistema Plantio Direto de Hortaliças (SPDH). O Sistema, desenvolvido pela Epagri, preconiza produção limpa e sustentável de alimentos, com foco na geração de renda para a agricultura familiar. 

 

A Rede Maní promove diversas atividades. Em julho, por exemplo, aconteceu uma oficina de avaliação de cultivares no Centro de Treinamento da Epagri em Chapecó (Cetrec). O evento foi realizado pela equipe da unidade, com a colaboração de técnicos da Epagri e agricultores dos municípios de Caxambu do Sul, Chapecó, Quilombo e Nova Itaberaba, além do pesquisador Cristiano Nunes Nesi, do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri (Cepaf). A oficina foi organizada pelo líder do projeto horticultura da Epagri para a região Oeste, Ivan Tormem. 

 

 

Juliano G. Garcez, extensionista da Epagri em Caxambu do Sul, explica que os municípios que participaram da avaliação possuem Unidades de Monitoramento e Avaliação (UMAs) junto às famílias rurais que trabalham com mandioca. “A finalidade é  conhecer o comportamento de cultivares de mesa devolvidos pela Epagri em comparação àqueles já utilizados tradicionalmente pelas famílias rurais.”, detalha. 

 

Ele conta ainda que a propriedade de Claudino Ferrari, onde foi realizado o teste de setembro, assim como as outras que possuem (UMAs), são  Unidades de Referência Tecnológica (URT) de mandioca. URTs são propriedades selecionadas pela Epagri para instalação de tecnologias e que depois servirão de modelo para outras famílias agricultoras. 

 

Identificação de comportamentos

De acordo com Juliano, o acompanhamento dessas Unidades tem permitido identificar diferentes comportamentos de um mesmo cultivar em função das variações de altitude e clima. Segundo ele, a superioridade dos materiais da Epagri em termos de sanidade tem sido destaque. “Além disso, a seleção massal culturalmente realizada pelas famílias de agricultores tem se mostrado muito eficiente em termos de produtividade”, pondera. 

 

 

O acompanhamento das URTs também permite  observar aspectos de campo como tolerância, resistência, produtividade e susceptibilidade à estiagem, pragas e doenças. Também são avaliados parâmetros relacionados ao processamento, como rendimento, facilidade de descascamento e qualidade de raízes. Além disso, são comparados os tempos de cozimento necessários para cada material, juntamente com análises sensoriais de degustação como sabor, teor de fibra, consistência, aparência e preferência.

 

A Rede Maní apresenta outros resultados. Um exemplo vem da extensionista social da Epagri em Chapecó, Josefina A. N. Carvalho, que tem difundido diversas possibilidades de aproveitamento da mandioca, entre eles bolo, chico balanceado, bolinho, rocambole e pizza. Já a URT de Caxambu do Sul vem disponibilizando ramas de mandioca selecionadas e adaptadas para outros municípios e entidades da região, como a penitenciária agrícola de Chapecó, que tem sido parceira nesse processo.


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