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Emater/RS-Ascar acompanha abertura da safra do camarão na Lagoa do Peixe


A Lagoa do Peixe, além de fonte de renda para essas famílias, é uma área de conservação que serve de alimento para aves migratórias


13/01/2025 | Assessoria de Comunicação - Emater/RS


Foto - Reprodução Emater-RS

A safra do camarão rosa no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, em Tavares, no litoral gaúcho, foi oficialmente iniciada no dia 09/01. A atividade é fundamental para 202 famílias de pescadores artesanais, cadastradas junto ao ICMBio, sendo 47 de Mostardas e 155 de Tavares. A Lagoa do Peixe, além de fonte de renda para essas famílias, é uma área de conservação que serve de alimento para aves migratórias.

​As extensionistas da Emater/RS-Ascar Sarah Fiorelli e Neiva Borges acompanharam o início das atividades, incluindo a colocação de redes e a despesca realizada no dia seguinte ao alvorecer. A expectativa dos pescadores é de uma safra produtiva, com a retirada estimada de 400 toneladas de camarão até o fim de maio. Edmilson Jesus da Costa, pescador artesanal de Tavares, relatou satisfação com o início da safra e confiança em resultados semelhantes aos do ano anterior.

​A abertura da pesca foi definida em reunião no dia 03/01, com base em discussões entre monitores de pesca e o ICMBio, respaldadas por dados técnicos e um termo de compromisso vigente entre as partes. O monitoramento do tamanho do camarão rosa, realizado ao longo do ano pelos pescadores monitores, é um dos critérios para a liberação da atividade.

​A pesca é regulada por um termo de compromisso entre o ICMBio e os pescadores cadastrados, que estabelece critérios como o tamanho mínimo de 8cm para captura, visando um manejo sustentável dos recursos naturais. Durante a safra, pescadores monitores retiram amostras semanais para medir, registrar condições ambientais e sistematizar os dados por meio do CPSul. Nos períodos de entressafra, o monitoramento é realizado quinzenalmente, com a utilização de três redes para amostragem por pescador monitor. O sistema de monitoramento participativo reforça a relação entre pescadores e gestores do parque, promovendo transparência e valorizando os modos de vida tradicionais da comunidade pesqueira.

​Foto: Sarah Fiorelli


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