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EPAMIG desenvolve pesquisa sobre cultivo consorciado de feijão mangalô e milho crioulo


Plantio conjunto das espécies é estudado visando o resgate cultural, a otimização de recursos para os produtores e a segurança alimentar.


04/04/2025 | Assessoria de Comunicação - Epamig


Foto - Reprodução Epamig


(Belo Horizonte, 2/4/2025) O plantio de duas ou mais espécies em uma mesma área, conhecido como cultivo consorciado, está sendo praticado como objeto de estudo na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG)

A escolha do desenvolvimento conjunto do feijão mangalô e milho crioulo visa o resgate cultural, a otimização de recursos para os produtores e a segurança alimentar.


“O resgate e manutenção dos milhos crioulos vem sendo realizado por produtores e empresas de pesquisa e, diante disso, vimos como uma oportunidade de inserção do cultivo do feijão mangalô, uma espécie que faz parte do grupo das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC)”, explica Marinalva Woods, pesquisadora da EPAMIG.


“Optamos por esse cultivo tendo como base uma tradição antiga da agricultura familiar: o sistema MILPA, modelo sustentável que combina o plantio consorciado de milho, feijão e abóbora, unindo saberes tradicionais a práticas agrícolas eficientes”, complementa.



Perspectivas do estudo e olhar para o futuro


Os estudos sobre o cultivo consorciado estão sendo realizados no Campo Experimental de Santa Rita, da EPAMIG, em Prudente de Morais (MG), e se encontram em fase inicial.


Alguns resultados sobre os efeitos positivos dessa parceria já estão sendo identificados, como a presença de insetos benéficos na área de cultivo e um bom desenvolvimento das plantas sem a ocorrência de efeitos prejudiciais causados por pragas e doenças.


Outro aspecto que se pretende verificar é a adaptação ao cenário de mudanças climáticas. Nesse contexto, a pesquisadora ressalta que o feijão mangalô já recebe destaque por promover a fixação de nitrogênio no solo, bem como, uma boa cobertura da área de cultivo, favorecendo o desenvolvimento do milho.


Os resultados da pesquisa serão utilizados como ferramenta para incentivar os produtores a integrarem diversidade à sua área de cultivo. Sabe-se que podem ser alcançados retornos como a redução do consumo de insumos para controle de possíveis pragas e doenças, oportunidade de diversificação da renda, mais eficiência no uso de mão de obra e otimização de recursos, como o uso de água.


A segurança alimentar e nutricional, frente à diversidade de ofertas de produtos no mercado, também será favorecida, garantindo benefícios na alimentação da população de modo geral.


“A pesquisa de cultivos consorciados busca reforçar a importância de se valorizar os conhecimentos tradicionais, e entender e favorecer interações positivas é o papel da pesquisa. Considerando a diversidade de plantas que temos, principalmente no contexto das PANC, acreditamos que estamos no caminho, mesmo que longo, para gerar informações e melhores condições de cultivo para os produtores”, pontuou Marinalva. 


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