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Epagri de Lages (SC) realiza método em que o produtor é protagonista na avaliação do solo da propriedade
Avaliação participativa de qualidade do solo é um método pelo qual um grupo de pessoas analisa o manejo por meio de diferentes características visuais do solo
13/03/2026 | Assessoria de Comunicação - Epagri/SC | Pablo Gomes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc
Fotos: Pablo Gomes/Epagri-SC
A Epagri e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizam na Estação Experimental de Lages, uma pesquisa que associa a ciência ao conhecimento empírico em busca de soluções no campo.
A avaliação participativa de qualidade do solo é um método pelo qual um grupo de pessoas analisa o manejo por meio de diferentescaracterísticas visuais do solo. O sistema não substitui totalmente os estudos em laboratório, mas se mostra uma técnica acessível, democrática e confiável.
Os trabalhos são conduzidos pelo pesquisador Lucas Raimundo Rauber, em parceria com outros profissionais da Estação Experimental de Lages. Jucinei José Comin, professor nos cursos de Agronomia e Zootecnia da UFSC Florianópolis, é outro parceiro na ação, que viajou à Serra Catarinense com alguns alunos.
O método consiste em abrir uma trincheira no terreno – meio metro de profundidade pode ser suficiente – e retirar fragmentos do solo para analisar, com os sentidos humanos e sem equipamentos específicos, condições como distribuição de raiz, cor e odor do solo, formato da estrutura e presença de minhocas.
Tal como um corpo de jurados, o grupo atribui notas visuais que são transformadas em um gráfico ali mesmo no campo, com pincéis atômicos e cartolinas. À medida que os indicadores são avaliados, o desenho vai se formando no papel. E quanto mais aberto e circular, melhores são as notas e, consequentemente, mais saudável é o solo.

Tal como um corpo de jurados, grupo atribui notas visuais que geram um gráfico no próprio campo
Notas visuais formam gráfico que indica a qualidade do solo
“É uma metodologia rápida, de baixo custo, que pode ser feita imediatamente no campo e é de fácil apropriação, podendo ser usada pelos interessados, no caso, os agricultores e técnicos. O sistema traz informações sobre a qualidade do solo e permite avaliar o seu estado e monitorar mudanças, se está se mantendo ou piorando. Também fizemos uma comparação deste método com medidas de laboratório, e já temos várias experiências mostrando que tem uma sensibilidade muito próxima à metodologia do laboratório”, diz o professor Jucinei Comin.
“Este método foi proposto, inicialmente, para o plantio direto de hortaliças, e a nossa ideia agora é trazê-lo para o contexto de pastagens. O agricultor, o pecuarista, não só participam da avaliação, como também são protagonistas dela. E nós, da Epagri, estamos muito felizes em receber a equipe da UFSC para realizar este trabalho que se trata de uma pesquisa aplicada que realmente chega lá na ponta, no produtor, que é quem realmente precisa dela”, conclui Lucas Rauber.

Quanto mais aberto e circular for o gráfico, melhor é a nota e a qualidade do solo




