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Visita técnica da 69ª AGO da Asbraer destaca sucessão familiar e turismo rural como motores de renda no campo paranaense


Comitiva da Rede Asbraer conhece propriedade em São José dos Pinhais e Araucária


20/03/2026 | Assessoria de Comunicação - Asbraer | Ana Karoliny Barros


Foto: Ana Karoliny Barros/Ascom Asbraer



A visita técnica realizada nesta quarta-feira (19), durante a 69ª Assembleia Geral Ordinária da Asbraer, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), destacou o papel da extensão rural e da pesquisa agropecuária para a sucessão familiar e o turismo rural. O roteiro incluiu seis propriedades rurais localizadas nos municípios de São José dos Pinhais e Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.


A programação contemplou a propriedade de João Zielinski e a Chácara Só Morangos, de Geovana Becker, em São José dos Pinhais, além da Chácara do Tavinho, e das propriedades de Gilberto Olchel, da família Deda e do Recanto das Lavandas, em Araucária. Todas as propriedades são atendidas pelos extensionistas do IDR e se tornaram Unidades de Referência no estado.


Foto: Ana Karoliny Barros/Ascom Asbraer


“Nós temos feito essas visitas em todas as assembleias e estados que estamos visitando. Isso é importante para termos esse intercâmbio de conhecimento, ver como que tem funcionado a Ater e a pesquisa, conhecer novos modelos para levarmos para outros estados, respeitando as características de cada município”, ressaltou Rafael Gouveia, presidente da Asbraer.


A região metropolitana de Curitiba, que abrange 29 municípios, tem como principais cadeias produtivas a olericultura e a fruticultura, com grande parte da produção destinada à comercialização na Ceasa. Segundo a extensionista rural, Laís Adamuchio, foi realizado um levantamento integrado, com dados de órgãos estaduais e federais, que identificou 19 cadeias produtivas relevantes na região, demonstrando a diversidade e o potencial econômico local, fatores essenciais para a geração de renda e a permanência das famílias no campo.


“Hoje, nós tivemos a oportunidade de passar o dia visitando propriedades que chamamos de case de sucesso, focadas na melhoria da renda da propriedade rural com atividades que proporcionam densidade de renda, principalmente a fruticultura.


A sucessão familiar é outra coisa importantíssima na agricultura. Essa é uma dificuldade que a gente está tendo no estado inteiro, então temos trabalhado muito a questão do jovem assumindo as propriedades”, comentou Natalino Avance, presidente do IDR-Paraná.


Sistema de Plantio Direto de Hortaliças e fruticultura


Foto: Ana Karoliny Barros/Ascom Asbraer


Durante a visita, os participantes acompanharam experiências que aliam produção agrícola, inovação tecnológica e diversificação de atividades. A propriedade de  João Zielinski possui oito hectares dedicados à produção de olericultura. Ele utiliza o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH). Nesse sistema, o solo recebe uma cobertura de plantas vivas ou resíduos vegetais, diminuindo o risco de erosão e a necessidade do uso de agrotóxicos. 



Foto: Ana Karoliny Barros/Ascom Asbraer


Além da proteção do solo, a rotação de culturas e o revolvimento mínimo do solo também são características do SPDH. Com o apoio do IDR na implantação do sistema, Zielinski diminuiu custos, aumentou a produtividade e a qualidade do produto final comprado pelo consumidor. Hoje, ele é referência em sustentabilidade.


Na Chácara Só Morangos, o cultivo em sistema semi-hidropônico é combinado com iniciativas de turismo rural, como o modelo “colha e pague” e a degustação no local. A propriedade também conta com certificação de produção com zero resíduo, agregando valor ao produto e ampliando as oportunidades de comercialização. 


“Hoje, a gente conseguiu vender o morango a um preço justo pela qualidade do nosso produto e é muito gratificante ver as pessoas entrarem aqui e saírem felizes porque elas colheram e elogiaram o sabor”, explicou Geovana Becker, produtora de morangos. A família de Geovana atua na produção de morangos desde 1940, com seus bisavós maternos. Ela, o pai e mãe estão na gestão da Só Morangos há 10 anos.


“Acho que essas visitas nos mostram um foco da extensão rural e da pesquisa agropecuária no que tange à agricultura familiar. Acho que essa é uma questão que precisamos discutir no Brasil inteiro e a Asbraer pode puxar isso, o que a extensão rural pode fazer nessa coisa de segurar o homem no campo e oferecer qualidade de vida e, hoje, pudemos mostrar a nossa experiência no Paraná”, concluiu o presidente Natalino.


O presidente da Asbraer destacou também a importância da formação e da troca de experiências entre os extensionistas. “É uma missão nossa como instituição trabalhar não só a sucessão rural dentro das propriedades, mas também formar novos extensionistas. Se não formarmos novos extensionistas, esse trabalho pode acabar”, finalizou.


Turismo rural como alternativa de renda


Em Araucária, a Chácara do Tavinho exemplifica a integração entre produção e turismo. A propriedade, dedicada ao cultivo de uvas, recebe visitantes durante a safra e oferece experiências como colheita, gastronomia e atividades ao ar livre, consolidando-se como alternativa de renda para a família. 


Além do “colha e pague”, a propriedade familiar conta com um restaurante e estrutura para a realização de piqueniques embaixo da parreira. A chácara integra a Rota do Vinho e da Uva na região. Segundo o extensionista rural do IDR-Paraná, Raphael Branco, “a rota vai muito além da divulgação, ela incentiva a troca de experiências e conhecimentos entre os produtores”.


O Recanto das Lavandas também se destaca pela diversificação. Unidade de Referência em Turismo de Experiência, além da produção agrícola, o espaço investe no turismo rural e na elaboração de produtos derivados, como óleos essenciais e itens alimentícios, ampliando as fontes de receita. A propriedade faz parte da Rota das Lavandas do Paraná e é frequentemente procurada para a realização de ensaios fotográficos e casamentos.


Na propriedade de Gilberto Olchel, a produção de frutas de clima temperado também envolve diretamente os membros da família há anos. Essa variedade de frutas precisa do frio. O manejo e a poda são essenciais para garantir a produtividade e a qualidade durante os períodos mais quentes. Hoje, a família produz pêra asiática, pêssego, ameixa e outras frutas em 16 hectares.


Produção de grãos sustentáveis


A propriedade da família Deda é Unidade de Referência na produção de grãos sustentáveis. O uso de tecnologias e o apoio do IDR-Paraná contribuíram para o aumento da produtividade de grãos e da renda, mesmo em propriedades de menor porte.


Em uma área de em média 12 hectares, a família consegue produzir até 110 sacas de soja por hectare. “Nós aprendemos quase tudo com o IDR, porque antes do IDR chegar aqui na nossa região, a gente plantava e não fazia análise. Não fazíamos plantio direto, era tudo convencional. [...] O nosso terreno é desuniforme, em um lugar produz e no outro bem menos. Foi feita a análise de terra, corrigindo o terreno e, desde 22 anos atrás, nós triplicamos a produção”, contou o produtor Roque Deda. 


Segundo Deda, a plantação de soja não utiliza inseticidas há mais de 10 anos. Além da soja, a propriedade também produz feijão de cultivares produzidas pelo IDR-Paraná e milho.




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