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Emater-GO realizou 872 visitas técnicas para liberar Atestado Ceasa em 2025


Documento facilita o acesso de produtores rurais ao mercado atacadista. As vistorias confirmam a produção própria e garantem autorização para venda direta na Ceasa Goiás


31/03/2026 | Assessoria de comunicação - Emater/GO


Reprodução - Emater/GO


A Emater Goiás, em parceria com as Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa Goiás), auxilia agricultores familiares que desejam comercializar sua produção no mercado atacadista. Juntas, as duas instituições emitem o Atestado Ceasa, documento que facilita o encontro entre produtores rurais e comerciantes, organiza e regula a comercialização de produtos hortifrutigranjeiros e contribui para o escoamento da produção, além de garantir o abastecimento de alimentos frescos a preços justos.


Dados da Ceasa Goiás indicam que cerca de 600 produtores estão cadastrados para comercializar no entreposto. A procura pelo atestado é intensa. Somente em 2025, a Emater realizou 872 visitas técnicas em propriedades rurais nas regionais Rio das Antas, Planalto, Vale do São Patrício, Rio dos Bois, Sul, Rio Vermelho, Serra da Mesa e Estrada de Ferro.


O técnico agrícola e agropecuário da Regional Rio das Antas, Roney Francisco Gama, explica que o Atestado Ceasa é a porta de entrada para o agricultor vender produtos de forma direta e legal nos entrepostos estaduais.


“O documento comprova que o agricultor está em atividade e que comercializa a própria produção”, destaca.


Podem solicitar o serviço agricultores familiares, produtores rurais individuais, cooperativas e associações. A emissão do atestado é realizada por técnicos da Emater após solicitação do produtor junto à direção da Ceasa.


O processo começa com uma declaração feita pelo produtor na Ceasa e o pedido de visita à propriedade. Em seguida, a Ceasa aciona a Emater para que os técnicos extensionistas realizem o

levantamento de dados e elaborem o atestado de produção, documento que comprova a atividade agrícola. Após a conclusão da vistoria técnica, o atestado é encaminhado à gerência de atendimento ao produtor da Ceasa, responsável pela emissão da carteira de comercialização.


O prazo estimado para cadastramento, visita técnica e emissão do documento é de cerca de cinco dias úteis. A carteira identifica o produtor no ambiente da Ceasa e comprova que ele atende às exigências internas para comercialização.


Para vender no entreposto, o produtor pode optar por dois tipos de taxa. O módulo de 4 m² para comercialização de até 50 caixas custa R$ 16 por dia. Já a utilização mensal do mesmo espaço tem valor de R$ 229.


Segundo o assistente de Desenvolvimento Rural da Regional Vale do São Patrício, Quintino da Silva Moreira, a vistoria técnica é fundamental para verificar a produção e as condições de cultivo.


“Durante a visita, avaliamos se o produtor realmente possui produção própria, como essa produção é conduzida e quais cuidados são adotados no uso de defensivos agrícolas e insumos”, explica.


Após a checagem das informações, o atestado é emitido e enviado para a gerência de atendimento ao produtor da Ceasa, responsável pela confecção da carteira de comercialização.


Vantagens para o produtor


O coordenador da Regional Rio dos Bois, Juscimar Carros Barroso, destaca que o Atestado Ceasa traz diversas vantagens para os agricultores. Além de comprovar que a produção é própria, o documento permite que o produtor comercialize diretamente com compradores, evitando atravessadores e aumentando a margem de lucro.


“O contato presencial constrói relacionamentos mais diretos e duradouros. Aumenta-se a fidelidade do cliente, pois o agricultor familiar passa a compreender melhor as necessidades e preferências do público”, afirma.


Experiência do produtor


Trabalhar quatro vezes por semana na Ceasa é uma rotina que acompanha a produtora Larissa Valeriano dos Santos há dez anos. Moradora de Goiânia, ela afirma que foi graças ao Atestado Ceasa que conseguiu ampliar e diversificar a produção na propriedade.


No início, Larissa comercializava apenas alface. Com o crescimento das vendas e a fidelização da clientela, investiu no cultivo de outras folhagens na propriedade que tem na divisa com o município de Goianira. O começo, no entanto, foi desafiador. Sem conseguir aproveitar bem a área do terreno, enfrentou perdas significativas na lavoura, especialmente no período chuvoso.


“Quando iniciamos a plantação de alface, não conseguimos produzir em 30% da lavoura. Em época de chuva, o escoamento de água era muito pouco e não tinha para onde a água ir. E encharcava a terra e não sabia o que fazer. A mudança veio com a orientação da assistência técnica da Emater, que nos mostrou os cuidados básicos com a lavoura e com o uso de insumos e agrotóxicos. Foi um divisor de águas. Hoje aproveito 100% da lavoura para plantar minhas folhagens”, recorda.


Após a melhoria na produção, o passo seguinte foi a obtenção do Atestado Ceasa, garantindo um espaço estruturado para comercialização. Segundo Larissa, o documento proporciona mais organização e segurança no trabalho dentro do entreposto.


“O atestado me permite ter um ponto comercial limpo e organizado. Não tenho preocupações com o espaço, é chegar e vender”, afirma.


A carteira de comercialização de Larissa vence em junho. A agricultora já providenciou a documentação necessária e entrou em contato com a Emater para agendar a visita técnica e renovar o cadastro.


“A Emater ajuda muito e facilita a vida do agricultor familiar goiano, para acessar os melhores caminhos e comercializar a produção diretamente com o consumidor. Vale a pena ter o atestado”, comemora.



Jucelino Alves Pereira, produtor de Terezópolis de Goiás, também ressalta a importância do Atestado Ceasa para a rotina no entreposto. Segundo ele, o documento contribui para dar mais segurança e organização à comercialização.


“Com o atestado, a gente trabalha com mais tranquilidade, sabendo que está tudo regularizado. Isso facilita muito a venda e o contato direto com os clientes, além de valorizar o nosso produto”, afirma.


Como solicitar o documento


Os produtores interessados em obter o atestado, após realizarem a solicitação junto à Ceasa, devem procurar a unidade da Emater mais próxima e apresentar os seguintes documentos:
* RG e CPF
* Comprovante da terra (escritura, matrícula, contrato de arrendamento ou documento de assentado do Incra)
* Inscrição Estadual
* Atestado de produção, que comprova a viabilidade e o cultivo – Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), obrigatório para agricultores familiares


A validade da documentação varia conforme o ciclo das culturas. Em média, o prazo é de até seis meses. Cultivos como chuchu podem ter validade de até seis meses, enquanto culturas como pepino podem exigir renovação em cerca de 60 dias.

A recomendação é renovar o documento conforme o início de novas safras ou mudanças nas culturas plantadas. O atestado emitido pela Emater não possui custo para o agricultor familiar.


“A renovação periódica da carteirinha garante que apenas produtores ativos e regulares utilizem o espaço da Ceasa. Isso assegura transparência na comercialização, organização do mercado, valorização do produtor rural e cumprimento das normas sanitárias e administrativas”, conclui Roney.


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