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IDR-Paraná leva estratégias para modernizar a pecuária de corte na região de Umuarama
Atualmente, a propriedade é uma das quatro Unidades de Referência (UR) em pecuária de corte que o IDR-Paraná mantém na região de Umuarama.
01/04/2025 | Assessoria de Comunicação - IDR-Paraná
Foto - Reprodução IDR-Paraná
Na propriedade da família Madeira, no município de Maria Helena, a pecuária de corte é a principal atividade econômica. Desde 2021, os proprietários contam com a assistência contínua do IDR-Paraná e esta ação direta está modernizando o trabalho dos pecuaristas. A adoção de novas práticas resultou na melhoria dos índices de produtividade e até mesmo da gestão do sítio. A idade de abate foi reduzida para 25,3 meses, contra a média do estado de 36 meses. Atualmente, a propriedade é uma das quatro Unidades de Referência (UR) em pecuária de corte que o IDR-Paraná mantém na região de Umuarama. No último dia 21 um dia de campo foi realizado no sítio e recebeu 152 produtores da região interessados em conhecer as inovações propostas pelo Instituto.
O sítio Madeira tem 107,35 hectares, dos quais 105 hectares estão ocupados por pastagens e 2,35 hectares por capineiras que fornecem alimentação para os animais. A família trabalha com o sistema completo, ou seja, cria, recria e engorda. Os animais são o resultado de cruzamento industrial, nelore e angus, que contribui para a produção de animais mais precoces e com uma carne mais macia e com mais sabor, devido ao marmoreio de gordura.
Com a assistência técnica do IDR-Paraná, a família vem adotando práticas como o planejamento forrageiro, o manejo das pastagens, o manejo nutricional e reprodutivo do rebanho. Os proprietários também contam com assessoria na gestão da propriedade. Todo esse empenho já rendeu resultados expressivos. No período de um ano (2023/2024) a taxa de natalidade do rebanho chegou a 94,52%. Além disso, o peso médio no abate ficou em 578 kg e o rendimento médio de carcaça em 53,75%. Esses números são os melhores argumentos para que outros pecuaristas se convençam de que é preciso modernizar a criação de gado de corte na região.
Durante o dia de campo, os produtores viram, de perto como é possível tornar a pecuária de corte mais produtiva e lucrativa. Os extensionistas do IDR-Paraná mostraram a importância da nutrição para um melhor resultado econômico, além de discutirem problemas sanitários e entraves na produtividade de pecuária de corte. Os organizadores do dia de campo destacaram que o trabalho feito na propriedade é definido a partir da análise dos dados zootécnicos e econômicos levantados pelos proprietários.
Para Cláudio Madeira, proprietário do sítio, a assistência técnica foi fundamental para que a produção fosse aprimorada. Segundo Cláudio, durante o dia de campo, os visitantes puderam compreender a importância da modernização para dar sustentabilidade econômica, ambiental e social à pecuária de corte. O extensionista Cleiton Pagliari Sangali, que presta assistência ao produtor, destacou que na propriedade é feito o uso estratégico da silagem de capiaçu, para suprir o déficit de volumoso no período de outono-inverno. Além disso, ele ressaltou que a família Madeira produz ração na propriedade, uma forma de assegurar a qualidade dos suplementos que são fornecidos aos animais, reduzindo os custos de produção. Com isso foi possível aumentar a lotação, para 2,7 UA (Unidade Animal) por hectare, enquanto a média no estado é de 1,4 UA/ha. Mais animais por área significa maior ganho para o produtor.