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Programa Agrofamília já financiou mais de R$ 1 milhão em projetos de agroindústrias na região sul do RS


Ao todo, são 35 projetos aprovados, distribuídos em 10 municípios, com um volume total de crédito que se aproxima de R$ 1,8 milhão.


30/01/2026 | Assessoria de comunicação - Emater/RS


Reprodução - Emater/RS

O Programa Agrofamília, lançado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (SDR) em 2024 e executado pela Emater/RS-Ascar, já ultrapassou a marca de R$ 1 milhão em recursos efetivamente pagos para projetos de reconstrução, qualificação e ampliação de agroindústrias familiares na região sul do Estado. Ao todo, são 35 projetos aprovados, distribuídos em 10 municípios, com um volume total de crédito que se aproxima de R$ 1,8 milhão.

​Criado para apoiar a recuperação produtiva após as enchentes, o Programa viabilizou a retomada das agroindústrias por meio de financiamentos de até R$ 50 mil, concedidos pelo Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper). As operações contam com carência de até três anos e bônus de adimplência de 80%. Os recursos são destinados principalmente a investimentos estruturais, aquisição de equipamentos e melhorias na infraestrutura, fortalecendo a capacidade produtiva e a agregação de valor no meio rural.

​Os municípios contemplados na região Sul são Arroio do Padre, Canguçu, Capão do Leão, Cerrito, Jaguarão, Morro Redondo, Pelotas, Rio Grande, São José do Norte e Turuçu, com destaque para Morro Redondo e Turuçu, que concentram o maior número de projetos aprovados. Os investimentos abrangem uma ampla diversidade de agroindústrias, incluindo produção de mel, panificados, arroz beneficiado, sucos, vinhos, conservas vegetais, laticínios, polpas de frutas, derivados da cana-de-açúcar e produtos à base de pimenta.

​Entre os empreendimentos beneficiados está a Agroindústria Raízes da Terra, localizada em Canguçu, que atua na comercialização de mandioca descascada. Para a agricultora Marlene Leite, responsável pela agroindústria, o financiamento foi decisivo para a consolidação do negócio, permitindo a aquisição de uma câmara fria, a instalação de placas solares e o conserto do telhado que foi danificado.

​"Esse recurso foi muito bom e nos proporcionou ir mais longe. A mandioca tem uma época certa para ser colhida e se não colhemos e descascamos no tempo certo, ela não cozinha bem. Só que a gente não tinha onde armazenar, agora temos", conta a produtora que também comemora a redução nas despesas com energia devido às placas solares, que já estão revertendo o excedente.

​A história da família, que começou na produção de tabaco, se transformou quando resolveram investir no plantio de mandioca e no beneficiamento do tubérculo. Segundo o esposo de Marlene e também proprietário do empreendimento, Valdomiro Leite, apesar do início difícil, o negócio ganhou estrutura com o apoio técnico da Emater/RS-Ascar e de políticas públicas como o Agrofamília. "Foi uma maravilha para nós, porque antes a gente estava sem direção, sem perspectiva, mas a gente continuou e não desistiu. E o pessoal da Emater nunca nos desamparou, nós somos muito gratos por isso", evidencia o agricultor que também conta, com alegria, que só neste ano são 17 mil pés de mandioca plantados e já existem planos de ampliar a comercialização.

​De acordo com o assistente técnico regional de organização social econômica da Emater/RS-Ascar, Renato Cougo, a diversidade produtiva das agroindústrias contempladas destaca uma característica marcante da região, dessa forma os recursos atuam como garantia de novas perspectivas de renda mas também de preservação da identidade cultural da produção de alimentos. "Nós temos vários produtos que teriam condição de receber, por exemplo, indicação geográfica ou denominação de origem e que tem um reconhecimento em termos de patrimônio regional. Essas agroindústrias serão as guardiões dessa cultura alimentar", enfatiza o extensionista rural.

​Além de fortalecer diretamente os empreendimentos familiares, o programa também impulsiona a economia local, já que a maior parte dos recursos é aplicada junto a fornecedores dos próprios municípios, gerando renda, empregos e aquecimento das cadeias produtivas regionais. "A agroindústria é beneficiada com recursos do Estado, mas os empreendimentos fornecedores daqueles itens também se beneficiam desse recurso, o que dinamiza a economia local e gera um ciclo virtuoso dentro da região", explica Cougo.

​Ainda segundo o extensionista rural, todos os projetos foram elaborados a partir das necessidades dos agricultores, respeitando critérios técnicos e financeiros das propriedades rurais. Esse processo evidencia a qualificação do corpo técnico da Emater/RS-Ascar na execução da política pública, que permite a permanência no campo, sucessão familiar e também contribui de forma significativa para o avanço da formalização das agroindústrias no âmbito do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf).

​Foto: Daniel Batista, Emater/RS-Ascar

​Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar - Escritório Regional de Pelotas
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